Novo poiso. Nova cara. Novo nome. De resto tudo na mesma.
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Uma experiência singular, milagrosa e abaladora. A Mãe e o Pai. A Natureza e a Graça. A Vida enquanto Arrebatamento. O Cinema jamais será o mesmo. 5 estrelas.
Depois de tanto adiamento finalmente o 4º álbum de originais de Sophie Ellis-Bextor vê a luz do dia e aparentemente, valeu a pena a espera. Uma colecção perfeita e regozijada de temas dance pop, tanto as colaborações com vários DJs que foram acontecendo nos passados anos como as realmente inéditas que agora vêem a luz do dia. E desde as primeiras de produção mais frívola - mas não menos irresistíveis por isso - passando pela bela apropriação de uma demo de Róisín Murphy até a algo mais sofisticado e electro como a cintilante segunda metade do disco, tudo aqui tem um tom celebratório e fulgurante. Ingresso imediato para as playlists de Verão. 4 estrelas.
Um filme é sempre um filme. Mas por vezes é algo mais, algo inexplicavelmente assombroso. Porque com a naturalidade com que Michelangelo Frammartino - herdeiro de Antonioni, Tarkvosky e até de Tati - representa estes quatro histórias ou tempos de um ciclo de vida e morte descobrem-se pequenos milagres. Principalmente na forma como eles, tão grandiosos e transformadores, são olhados com tamanha leveza e conforto, trazidos por um reconhecimento imediato, sem ser sequer necessário recorrer a elementos dramáticos para os tornar transcendentes e muito menos conjurar a religião para os tornar divinos. Sem diálogos nem quaisquer distracções, todo o poder unificador é trazido pelas imagens e os símbolos que elas evocam. E esses são perpétuos. 5 estrelas.
Este regresso de Wes Craven aos seus famosos slasher é tudo aquilo a que a saga já nos habituou depois do memorável filme original: mais uma sequela repetitiva, ridícula, mentecapta e previsível. Dito isto, porque é que é tão divertido? 2 estrelas.
Raras vezes um thriller da máquina de Hollywood consegue emergir da mediocridade regente e assumir uma postura menos convencional, muito menos quando tem a audácia de introduzir elementos de ficção científica na sua premissa e manter a mesma atitude perante o género. Source Code é inteligente sem necessitar de se preocupar com credibilidade em detrimento do que é ficcional. E é aí que acerta: um ritmo frenético, um enredo sempre envolvente e personagens humanas interpretadas por actores de alto calibre como são Jake Gyllenhaal e Vera Farmiga. Só peca por um final demasiado utópico mas que não compromete tudo de bom que vem para trás. 4 estrelas.